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O Peso da Responsabilidade

Imagem retirada do google.com.br

Antes de iniciarmos nossa jornada, de expormos os podres e conservarmos os bons frutos desse sistema a quem todos atribui culpa, mas ninguém o conhece como deveria (ou simplesmente não nos deixam conhecer), vamos retratar aqui o que nos levou a ter essa “sede de expressão” que não nos permitiu conter o ímpeto de movimento, de ação, de demonstrar que estamos vivos e vamos sim ser notados.

Falaremos do peso que é colocado sobre as costas de cada um de vocês leitores em algum momento de suas vidas (ou durante toda ela). Falaremos do peso da responsabilidade.

Aceitem nossas provocações… Mas revidem se julgarem necessário.

Quantos anos você tem? Quantos deles foram bem vividos? O que você faz para sobreviver? Tem filhos? Tem sonhos? Metas? Bom, então talvez você já deva ter sentido sobre o “lombo” o famoso peso da responsabilidade, esta palavra tão utilizada, pronunciada e cuspida, mas que poucos a possuem em seu pleno significado.

Responsabilidade: obrigação de responder pelas ações próprias, pelas dos outros ou pelas coisas confiadas.

Responsabilidade soa bonito quando se pronuncia, quando alguém te denomina “o responsável”. Faz você se sentir adulto, quando criança, ou reafirma sua posição e engrandece seu espírito naturalmente já orgulhoso. Faz parecer que você tem o controle das suas ações, da sua vida. Nós, do Segunda Parada, já nos sentimos assim – os reponsáveis – também. Temos somente 20 anos de idade cada um e já chegamos a acreditar sermos “os adultos”, “os experientes”… Mas no fundo éramos apenas “os espertos” que sabiam escapar astutamente dos problemas da vida, mas não solucioná-los.

Cuidar do irmão mais novo, da mamãe enferma ou já idosa, dos trabalhos penosos da faculdade (ou da escola), executar uma tarefa que lhe é imposta, prestar contas aos pais e, posteriormente, aos patrões e, futuramente, à familia composta e, sempre, a nós mesmos… Por que não? Sim, existem muitas coisas ruins no mundo, umas delas é a consciência pesada, o fardo de carregar para onde quer que se vá a sensação de estar devendo algo a si mesmo – de ficar se julgando. Por outro lado existe o contra-peso – e gostamos de olhar por esse lado, pois notamos que ao menos podemos ter o gosto da credibilidade, de sermos falhos, mas podermos corrigir – de vermos as pessoas confiando em nós por acreditarem que temos a responsabilidade necessária para executar uma competência. Responsabilidade pesa até mesmo quando não a possuímos, mas alguém teima em acreditar que a temos. Tal credibilidade nos torna confiantes, mas também inseguros – e isso pesa.

Nessa peregrinação pela vida por onde já fomos taxados de responsáveis e irresponsáveis sentimos os variados sintomas de acreditar e falhar, persistir e conseguir. É uma mistura estranha, porém homogênea, de nervosismo, frustração, insegurança, preocupação, excesso de confiança e a falta dela. Mas, e quando se atinge o objetivo? Quando se percebe que o título de responsável lhe é merecido? Aí a sensação é ótima, é de alegria e satisfação, porém engana-se quem pensa que aquele peso nas costas diminui, pelo contrário, ele aumenta ainda mais e com ele aumenta-se as cobranças, a credibilidade, a confiança, a capacidade.

Mas… E quando acaba dando errado?

Aí nos sentimos incapazes, falhos, mas temos a desculpa de que somos humanos, portanto, imperfeitos. A vida é um eterno equilíbrio e desequilíbrio onde ora somos o peso, ora somos o contra-peso. Somos a razão da estabilidade e também da instabilidade. Mas, é importante sobre tudo a tentativa, sentir que fez o que era preciso, o que era possível… que insistiu.

E é com esse mix de emoções que nós do Segunda Parada vamos assumindo mais uma responsabilidade dentre tantas as outras que já colecionamos: escrever, falar, se expressar, não se calar.

Aqui sentimos, duvidamos, tomamos uma posição… Defendemos, atacamos, argumentamos…

Se vamos suprir as suas e as nossas próprias expectativas não sabemos. Se vamos agradar? Se somos bons? Se sabemos o que estamos fazendo? Também não possuimos essas respostas. Mas temos uma certeza: tentaremos, insistiremos, indagaremos e… Continuaremos!

Vitor Azevedo e Michel Carvalho

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Categorias:Uncategorized
  1. 8 de janeiro de 2010 às 16:43

    Heey,
    Responsabilidade pesa muito , eu com 16 anos , nenhum filho já acho que tenho muitas cosias pra fazer!!

    Meus pais me chamam de irresponsável , sei lá não sou do tipo de pessoas que consegue fazer tudo certinho!!

    =)

  2. 8 de janeiro de 2010 às 16:44

    Cara vc é filosófico, seu texto me fez pensar mto, parabens!

  3. 8 de janeiro de 2010 às 17:44

    “Sensação de estar devendo algo a si mesmo… pessoas confiando em nós por acreditarem que temos a responsabilidade necessária para executar uma competência” Essa sim é a verdadeira definição de responsabilidade, deveriam acressenatar a essa “Responsabilidade: obrigação de responder pelas ações próprias, pelas dos outros ou pelas coisas confiadas”

  4. 8 de janeiro de 2010 às 18:34

    cara vc esta de prbns seu texto
    e bellissimo.

  5. Anônimo
    8 de janeiro de 2010 às 18:39

    nossa, vc é muito criativo. me surpreendeu.
    tenho 12 anos. já sei bem como é responsabilidade, estudo no colégio militar de curitiba, e lá é um sufoco, lições todos os dias, provas de lascar. mas eu também ja fiz umas mancadas. mas ngm é perfeito né

    parabéns pelo blog.
    Sucesso

  6. 8 de janeiro de 2010 às 19:32

    Digamos que se não formos cobrados nunca sairemos do lugar!Se você pudesse optar por uma bacia de pipocas com chocolate ao invés de um dia cansativo de trabalho,estudo ou seja la o que for,onde certamente as pessoas estarão te exigindo o máximo,o que você,mero humano (¬¬’) faria?A resposta é obvia!Se olharmos para esse lado da coisa até que nao é tão horrivel quanto parece,não digo que é facil,mas nada que não nos faça pessoas melhores!
    Realmente um texto admiravel!Adorei²
    bjo da Garota.Com

  7. 8 de janeiro de 2010 às 19:35

    O peso da responsabilidade cada vez mais parece aumentar na medida que adquirimos mais idade… a cada dia aumenta mais uma, aumentam as pressões. mas, se por um lado as parecem nos incomodar, elas sao sem duvida a base para nosso amadurecimento.

    Parabéns pelo belíssimo texto!

    Sucesso 0/

  8. 8 de janeiro de 2010 às 21:08

    “Somos a razão da estabilidade e também da instabilidade. Mas, é importante sobre tudo a tentativa, sentir que fez o que era preciso, o que era possível… que insistiu.”
    Esse trecho disse tudo.
    Aguardando novas postagens…

  9. 8 de janeiro de 2010 às 21:45

    EU QUERO É MAIS
    E QUE TODOS SEJAM ETERNOS!

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